Por todas as razões expostas, o Reflexão & Ação se retira da diretoria dessa iniciativa, que poderia ser uma entidade dos arquivistas brasileiros, na certeza de que a luta travada até o momento não foi em vão e que ela deve continuar. Serviu ao menos para desmascarar projetos pessoais megalomaníacos que dividem os arquivistas, ao invés de uni-los.
domingo, 22 de agosto de 2010
Está na hora de agir, pois tentamos refletir juntos e não foi possível
Por todas as razões expostas, o Reflexão & Ação se retira da diretoria dessa iniciativa, que poderia ser uma entidade dos arquivistas brasileiros, na certeza de que a luta travada até o momento não foi em vão e que ela deve continuar. Serviu ao menos para desmascarar projetos pessoais megalomaníacos que dividem os arquivistas, ao invés de uni-los.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Manifesto de Repúdio ao autoritarismo e submissão a partidos políticos no âmbito do SINARQUIVO
A presente manifestação é resultado das decisões tomadas pela maioria dos membros da Diretoria do SINARQUIVO no que se refere a dois pontos discutidos em reunião convocada com apenas dois dias de antecedência, sem abertura para mudança de pauta, e realizada pela Internet no dia 28 de Janeiro de 2010. Foram abordados, entre outros assuntos: (1) a atuação não-remunerada de advogado que trabalha para o Deputado Estadual Rodrigo Dantas (DEMOCRATAS-RJ) e (2) filiação do SINARQUIVO à Força Sindical.
Primeiro ponto: causou-nos indignação a proposta de Beltran, acatada sem muita discussão pela maioria dos membros da Diretoria presentes na reunião, de aceitar “apoio gratuito” de advogado ligado ao Deputado Rodrigo Dantas, vinculado ao Democratas (antigo PFL), partido onde Beltran notoriamente milita à anos. Segundo informações divulgadas na internet com o diálogo da reunião, fica claro que o advogado foi oferecido ao SINARQUIVO em troca de apoio político no seio da classe. Tudo resultado de um almoço de Beltran com o citado Deputado. Além da constatação óbvia de que o advogado oferecido não trabalhará “de graça”, os fatos demonstram claramente o início de articulações políticas dentro do sindicato, com indícios de que interesses particulares vem conduzindo o processo de estruturação da entidade. Tudo o que vínhamos alertando faz tempo... Os fatos caracterizam claramente desrespeito, ou na melhor das hipóteses negligência, com o item “d” do art. 521 do DECRETO-LEI 5.452, de maio de 1943 (CLT) que proíbe qualquer atividade de caráter político-partidário nos sindicatos.
Segundo ponto: causou-nos mais indignação quando recebemos a informação de que, após articulações políticas conduzidas por Beltran e citadas no diálogo da reunião, foi proposta e (pasmem) aceita a filiação do SINARQUIVO à Central Força Sindical, coincidentemente, a Central mais alinhada com os interesses ideológicos do Democratas, partido do Sr. Beltran e de alguns membros do quadro atual do sindicato. A decisão foi tomada sem qualquer discussão no âmbito da classe e ignorou solenemente o item XI do art. 4º do Estatuto do SINARQUIVO que afirma claramente que a categoria deve ser consultada previamente para decisões desse porte. É mais espantoso constatar que no processo recente de revisão do estatuto do SINARQUIVO foi aceita a inclusão de consulta prévia e deliberação na Assembléia Geral quando se tratar de casos como esse. As justificativas de que ganharemos tempo com a decisão apenas no âmbito da Diretoria executiva é frágil quando confrontadas com o compromisso ético de dar voz à maioria dos arquivistas.
Ocorre que Beltran, após decidir entre poucas pessoas o que deveria ser tratado exclusivamente pela Assembléia Geral do SINARQUIVO, tentou camuflar a clara distorção do significado da palavra REPRESENTATIVIDADE, consultando trinta membros do SINARQUIVO como forma de legitimar anseios particulares. Está claro que somente a ampla consulta pública com deliberação em Assembléia Geral no IV Congresso Nacional de Arquivologia – CNA poderá corrigir esse desvio.
Da mesma forma é risível a reação de Beltran à divulgação do diálogo da supracitada reunião na internet. Nesse momento, referiu-se à reunião como de caráter privado e que a publicidade desta acarretaria processos por danos morais ou à imagem, assim como sanções internas para aquele que a divulgou. Ora, conforme Ata da 1ª Reunião da Diretoria do SINARQUIVO, proposta por Beltran e aprovada por todos os outros diretores presentes, os REGISTROS (GRAVAÇÕES) dos encontros virtuais seriam consideradas atas oficiais das reuniões. Aliás, o texto da 1ª ata foi enviado pelo próprio Beltran às listas. Os fatos: o divulgado representa a ata de uma reunião de diretoria do SINARQUIVO (onde não cabe o sigilo) e que deliberou sobre assuntos que não tem legitimidade para tal.
Isto posto, na disposição do movimento Reflexão & Ação de atuar fortemente para que tenhamos um sindicato forte, ético, transparente e independente, nos dirigimos respeitosamente aos arquivistas do Brasil para apresentar proposta de duas medidas básicas no que se refere aos dois pontos abordados:
1 – Repúdio do acordo com o Deputado Rodrigo Dantas (DEM), em prol da independência e isenção partidária do SINARQUIVO. Podemos buscar uma solução para a assessoria jurídica, sem submeter o sindicato aos interesses de legendas políticas;
2 – Ampla consulta pública e convocação para defesa de propostas e deliberação da filiação do SINARQUIVO a uma determinada Central Sindical na próxima Assembléia Geral, marcada para o IV CNA, em outubro de 2010.
Movimento Reflexão & Ação
Por um Sindicato forte, porém ético e livre do emparelhamento partidário.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Durante esse mês, acompanhamos a eleição do Secretariado Técnico, vimos que o presidente do sindicato prorrogou o prazo das inscrições com a alegação de atender às críticas que fizemos, quando o motivo real era que não haviam inscritos suficientes para o prazo determinado inicialmente. Se não bastasse essa manobra para ganhar tempo, a eleição dos candidatos foi feita por apenas dois membros da Diretoria, com critérios completamente subjetivos, e sem a participação de um membro do Conselho Fiscal, como prevê o estatuto. Não temos qualquer preconceito sobre as pessoas escolhidas e não condenamos sua iniciativa de participar do Secretariado. Acreditamos que há boa intenção dos envolvidos, mas somos contra os métodos utilizados pela presidência do Sinarquivo, ou seja, direcionar ações para evitar ou manipular a participação coletiva.
Outra questão importante discutida durante esse mês, foi a luta dos servidores do Arquivo Nacional por um plano de carreira. Independente de o SINARQUIVO ter identidade jurídica, tem uma Diretoria que foi eleita para nos representar. Independente de questões pessoais, divergências entre grupos, existe uma demanda muito objetiva dos trabalhadores da maior instituição arquivística do país. É preciso que a Diretoria do SINARQUIVO tenha opinião formada a respeito disso.
As diretrizes atuais do sindicato precisam ser revistas, caso contrário, teremos uma organização vazia, que fica "em cima do muro", continuaremos encontrando dificuldades em preencher cargos, obter quórum em reuniões, cumprir o que prevê o estatuto, enfim, acreditar que esse sindicato representa, de fato, os arquivistas do Brasil.
Para reverter essa situação, propomos:
- Colocar em prática a resolução da assembléia de fundação que condicionou a criação do sindicato à revisão do estatuto (“recall”, como consta em ata).. Para que essa revisão tenha legitimidade e represente os interesses de arquivistas de todo o país, é preciso que seja feita a partir de comissões estaduais, que encaminharão propostas para aprovação em assembleia geral, a realizar-se durante o próximo Congresso Nacional de Arquivologia.
- Disponibilizar em meio eletrônico, os documentos que demandaram a criação e funcionamento do sindicato, como Atas de reuniões de Diretoria, CNPJ, encaminhamentos para registro, etc. atendendo aos preceitos da transparencia.
A Diretoria deve se pronunciar sobre:
1. O desrespeito ao artigo 22 do estatuto, já que elegeu o Secretariado Técnico sem participação de um membro do Conselho Fiscal.
2. Quais os critérios utilizados para escolha do Secretariado.
3. Qual sua posição sobre a proporcionalidade da Diretoria..
4. Qual sua posição sobre a participação de grupos organizados nas discussões e ações do sindicato.
5. Qual sua posição sobre a reivindicação dos servidores do Arquivo Nacional por um plano de carreira? Não estamos exigindo nada que dependa do registro jurídico da entidade, apenas queremos saber a posição política da Diretoria sobre essa questão.
Sugerimos à chapa majoritária que se pronuncie em grupo nas próximas discussões, para facilitar o diálogo entre situação e oposição, que até o momento está bastante limitado.
Grupo Reflexão e Ação
29 de Julho de 2009
domingo, 5 de julho de 2009
Descomprom
Reflexão e Ação
05 de julho de 2009
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Fundação do SINARQUIVO: cheque em branco dado por arquivistas deverá ser fiscalizado.
Pretendemos agora auxiliar na construção do sindicato, garantir um estatuto autônomo e independente, a ser validado em assembléia num próximo encontro da categoria. Até lá, iremos construir coletivamente o sindicato, de olho nas tomadas de decisões e, é lógico, participando delas.
Este cheque em branco não poderia ser dado a uma única linha política, a um único projeto político. E os arquivistas preocupados com a forma do processo (não a claque iludida pela chapa 1), entenderam e aprovaram a proporcionalidade qualificada por maioria dos votos.
A chapa 2 terá dois representantes (vice-presidente, Ana Gorender, e primeiro suplente, com direito a voto, Nei Silveira), e pretendemos lutar para que o sindicato seja livre e autônomo e que seu estatuto, que será revisado, possibilite de fato a democracia e não a reeleição ad eternum de um grupo político organizado.